Submissão ou Rebeldia?

Existe um “decreto” que muitas pessoas criam para si mesmas que diz: “Sou obrigado a…”.

Quando alguém “se impõe” obrigações, cria uma máscara dura e muito apertada que irá sufocá-lo. Essa sensação de obrigação quase sempre acaba virando uma obsessão porque a pessoa acredita que sem se obrigar a ser ou fazer aquilo que os outros querem, será deixada sozinha, e ela não quer isso. Sendo assim, ela acaba criando (sem saber) um dilema para si mesma, que é: querer e não querer relacionamentos.

Por um lado, ela quer por gostar de se relacionar e não gostar da solidão, por outro ela não quer por se sentir inautêntica e sem espaço pessoal, já que é impossível manter a “máscara de prestativa” por muito tempo. Assim sendo, a pessoa oscila entre ser “submissa” e “rebelde”, isto é, ela faz a vontade dos outros de forma compulsiva e depois, devido à pressão que isso causa, larga tudo abruptamente. Esse processo pode ocorrer inúmeras vezes até que a pessoa entre em um acordo consigo própria e perceba a raiz desse dilema, que se chama perfeccionismo.

A ansiedade por perfeição é sufocadora e compulsiva, pois faz cobranças irrealistas, pune com falsa moralidade, sentencia e atribui culpa ilusória, alimenta expectativas impossíveis de seres cumpridas e, por fim, trancafia a pessoa em uma casa “mal-assombrada” de medo. Ninguém precisa se submeter a isso. Isso não é um “mal necessário”.

A pessoa pode e deve buscar evoluir, crescer, tornar-se mais bondosa, consciente e feliz, porém, se sua felicidade e aceitação dependem de uma “atuação perfeita”, ela caiu em uma cilada. Não existe nenhuma necessidade de tamanho esforço. Ser “realmente bom” não envolve acertar, mas acordar, bastando apenas ser e se mover no mundo com consciência, mais nada. É mais simples do que parece, porém uma “boa dose” de autoengano precisa ser removida.

O mundo é um espelho fiel a suas crenças. Se você abandonar o submisso e o rebelde, verá isso. Se soltar “ambos” ao mesmo tempo, perceberá que não necessita de nenhum dos dois e que não precisa “ser perfeito” para obter amor e aceitação dos outros.

Os “outros” são apenas atores coadjuvantes no teatro da sua vida, e você é o grande protagonista, ou seja, o único diretor e escritor da sua história!

Poonam

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